Três grandes desafios sindicais para 2017

O planejamento do Dieese para 2017 procura responder a este cenário, indicando três grandes prioridades para a atuação no campo de unidade de ação das Centrais Sindicais.

Primeiro, a centralidade do emprego na luta sindical, seja porque é condição para a vida econômica, seja porque o salário é mobilizador da demanda pelo consumo, animador da atividade produtiva das empresas e da capacidade fiscal pela arrecadação tributária. Para que os empregos voltem a ser agenda positiva, a dinâmica econômica deve ser revertida e, nesse aspecto, o fundamental é recuperar a capacidade de investimento do setor público e manter os gastos sociais com grande efeito multiplicador (saúde, educação, transferências sociais, entre outros), assim como mobilizar capacidade de investimento do setor privado. Para isso, a política econômica deve ser orientada para o crescimento com juros baixos e compatíveis com o padrão internacional e para o câmbio posicionado, de modo a valorizar as empresas competitivas. Uma política industrial voltada para a inovação e o incremento da produtividade deve combinar a reestruturação produtiva com preservação e geração de empregos.

A segunda prioridade deve ser o enfrentamento das profundas transformações – e regressões – que as medidas de ajuste fiscal e reformas previdenciárias farão no sistema de seguridade social brasileiro, que materializa o pacto social firmado na Constituição de 1988. Este pacto, além de dar base para a inclusão e proteção social, confere capacidade distributiva capaz de dinamizar o consumo das famílias, especialmente nos territórios mais pobres. A disputa será garantir a sustentabilidade de uma seguridade social de caráter universal para a Previdência, assistência e saúde, cujos princípios sejam a igualdade e a equidade, viabilizada por meio de uma reforma tributária distributiva e indutora do desenvolvimento econômico.

A terceira prioridade será a defesa da proteção trabalhista, orientada pela base legislativa que confere o patamar civilizatório do direito coletivo, fortemente mobilizadora da capacidade de negociação coletiva para enfrentar e dar tratamento aos conflitos laborais desde o local de trabalho, com acordos coletivos nacionais e setoriais. A regulamentação de questões como a terceirização, a proteção à saúde e segurança no trabalho, as novas formas de ocupação que se multiplicam no setor de serviços e que também invadem a indústria, o comercio e o trabalho no campo, deve considerar a qualidade do emprego e das relações de trabalho. O sindicalismo terá que se renovar para atuar em um mundo diverso e múltiplo, e, mais do que nunca, terá que atuar de maneira suficientemente unida, pela solidariedade que o princípio da igualdade cimenta.

Essas três prioridades, (a) emprego, crescimento econômico e reestruturação produtiva; (b) Previdência e seguridade social; (c) legislação trabalhista e negociação coletiva orientarão o trabalho do Dieese para subsidiar o movimento sindical para as grandes lutas em 2017.


alescomb_sinpro 2017

Em recente declaração o presidente do Sindicato dos Professores de Instituições de Ensino Superior Privadas do Estado de Rondônia (alescomb_sinpro), professor Luizmar Neves, disse que a negociação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) deste ano será difícil assim como no ano de 2016.

De acordo com Luizmar o Fies será mais uma vez o principal argumento do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Particular do Estado de Rondônia (SINEPE-RO), que é o representante das faculdades durante as discussões da CCT.

"Mais uma vez as faculdade vão alegar as perdas que tiveram com o Fies, que é o programa de financiamento do governo federal, assim como aconteceu no ano passado, mas estamos aqui para lutar pela valorização do professor não só a salarial, mas a valorização profissional da única classe que sofreu perdas históricas nesse país que somos nós professores", afirmou o presidente.


No ano passado, ao fim das negociações, os professores conquistaram os seguintes direitos:
  • Reajuste salarial de 7,5%
  • Seguro de vida em grupo de 30 mil reais
  • Auxilio alimentação de R$ 123,00
  • Professores não serão obrigados a permanecer na sala de aula após o termino das provas e termino das palestras
  • Prazo de 30 dias a partir da demissão para realização da homologação para o sindicado      

Ainda de acordo com o presidente a CCT de 2017 começará a ser debatida em abril, que é a data base e que em breve dará mais detalhes sobre os principais pontos a serem discutidos esse ano. 

"A data base é abril, em breve nós vamos levar a categoria os principais pontos, mas nossa preocupação é sempre o lado do trabalhador, nos entendemos o lado das instituições, mas isso jamais irá se sobrepor aos direitos dos professores, que é quem defendemos e temos como prioridade sempre", finalizou Luizmar Neves. 


Esse reportagem contou com a colaboração de Clemente Ganz Lúcio, sociólogo e diretor técnico do Dieese. 


Curta nossa página no Facebook  


Veja mais:


Confira o texto completo da PEC da reforma sindical 

alescomb_sinpro faz mudança na gestão do sindicato

alescomb_sinpro alerta para o cumprimento de acordo firmado em 2015

Presidente do alescomb_sinpro concede entrevista a site da capital






 
|
| Imprimir